{"id":294,"date":"2026-04-09T22:46:44","date_gmt":"2026-04-09T22:46:44","guid":{"rendered":"https:\/\/jorgelopesdesousa.pt\/?page_id=294"},"modified":"2026-04-11T17:04:08","modified_gmt":"2026-04-11T17:04:08","slug":"https-jorgelopesdesousa-pt-page_id294","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/jorgelopesdesousa.pt\/?page_id=294","title":{"rendered":"CPPT Artigo 4"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-system-sans-serif-font-family wp-block-paragraph\" style=\"font-size:clamp(0.984rem, 0.984rem + ((1vw - 0.2rem) * 0.86), 1.5rem);\">Artigo 4.\u00ba \u00a0<strong>Interven\u00e7\u00e3o das sucursais<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-system-sans-serif-font-family wp-block-paragraph\" style=\"font-size:clamp(0.984rem, 0.984rem + ((1vw - 0.2rem) * 0.86), 1.5rem);\"><strong>As sucursais, ag\u00eancias, filiais, delega\u00e7\u00f5es ou representa\u00e7\u00f5es podem intervir, no procedimento ou no processo judicial tribut\u00e1rio, mediante autoriza\u00e7\u00e3o expressa da administra\u00e7\u00e3o principal, quando o facto tribut\u00e1rio lhes respeitar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\" style=\"font-size:clamp(0.929rem, 0.929rem + ((1vw - 0.2rem) * 0.785), 1.4rem);\"><strong><em>Anota\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:clamp(0.929rem, 0.929rem + ((1vw - 0.2rem) * 0.785), 1.4rem);\"><strong>Legitimidade de sucursais, ag\u00eancias, filiais, delega\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">De harmonia com o preceituado no art. 7.\u00ba, n.\u00ba 1, do CPC, as sucursais, ag\u00eancias, filiais e delega\u00e7\u00f5es podem demandar ou ser demandadas quando a ac\u00e7\u00e3o proceda de facto por elas praticado. Nos termos do n.\u00ba 2 do mesmo artigo se a administra\u00e7\u00e3o principal tiver a sede ou o domic\u00edlio em pa\u00eds estrangeiro [1], as sucursais, ag\u00eancias, filiais ou delega\u00e7\u00f5es estabelecidas em Portugal podem demandar e ser demandadas, ainda que a ac\u00e7\u00e3o derive de facto praticado por aquela, quando a obriga\u00e7\u00e3o tenha sido contra\u00edda com um portugu\u00eas ou com um estrangeiro domiciliado em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A personalidade tribut\u00e1ria consiste na susceptibilidade de ser sujeito de rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas tribut\u00e1rias (art. 15.\u00ba da LGT).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As sucursais, ag\u00eancias, delega\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es de sociedades comerciais n\u00e3o t\u00eam personalidade jur\u00eddica, mas t\u00eam personalidade tribut\u00e1ria, se estas n\u00e3o tiverem sede nem direc\u00e7\u00e3o efectiva em territ\u00f3rio portugu\u00eas [art. 2.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea c), do CIRC].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As&nbsp;<strong><em>filiais<\/em><\/strong>, em regra, t\u00eam personalidade jur\u00eddica (&nbsp;[2]&nbsp;), tendo tamb\u00e9m personalidade tribut\u00e1ria, mas o art. 4.\u00ba do CPPT, ao fazer depender de autoriza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o principal as suas interven\u00e7\u00f5es no procedimento tribut\u00e1rio e no processo judicial tribut\u00e1rio, pressup\u00f5e que as filiais n\u00e3o tenham personalidade jur\u00eddica, pois se a tiverem, ser\u00e3o entidades juridicamente aut\u00f3nomas, para todos os efeitos (&nbsp;[3]&nbsp;).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, n\u00e3o havendo defini\u00e7\u00e3o legal destes conceitos, ser\u00e1 conveniente apurar, em concreto, atrav\u00e9s dos actos constitutivos destas entidades, se se trata ou n\u00e3o de entidade com personalidade jur\u00eddica. (&nbsp;[4]&nbsp;)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos casos em que as referidas entidades t\u00eam personalidade tribut\u00e1ria, t\u00eam tamb\u00e9m personalidade judici\u00e1ria tribut\u00e1ria (art. 3.\u00ba, n.\u00ba 1, do CPPT) e capacidade judici\u00e1ria tribut\u00e1ria (n.\u00ba 3 do mesmo artigo), podendo estar, por si, em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A norma do art. 4.\u00ba, ao fazer depender de autoriza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o principal as interven\u00e7\u00f5es de sucursais, ag\u00eancias, filiais, delega\u00e7\u00f5es ou representa\u00e7\u00f5es, reporta-se aos&nbsp;<strong><em>outros caso<\/em><\/strong><em><strong>s<\/strong>,<\/em>&nbsp;em que as sucursais, ag\u00eancias, filiais, delega\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es&nbsp;<strong><em>n\u00e3o t\u00eam personalidade tribut\u00e1ria<\/em><\/strong>&nbsp;(isto \u00e9, quando a sociedade ou entidade principal tiver sede ou direc\u00e7\u00e3o efectiva em territ\u00f3rio portugu\u00eas), nem as consequentes personalidade judici\u00e1ria tribut\u00e1ria e capacidade tribut\u00e1ria, \u00e0 face daquelas regras. Para estes casos, atribui-se-lhes a capacidade para estarem, por si, em ju\u00edzo e terem interven\u00e7\u00e3o nos procedimentos tribut\u00e1rios, quando exista autoriza\u00e7\u00e3o expressa da administra\u00e7\u00e3o principal e o facto tribut\u00e1rio lhes respeitar. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<br>[1]&nbsp;Nos termos do art. 19.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea b), da LGT, o domic\u00edlio fiscal das pessoas colectivas \u00e9 o local da sede ou direc\u00e7\u00e3o efectiva ou, na falta destas, do seu estabelecimento est\u00e1vel em Portugal<br>[2]&nbsp;Neste sentido, pode ver-se ALBERTO XAVIER, Direito Tribut\u00e1rio Internacional, 2.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1gina 323, que indica ainda como entidades com personalidade jur\u00eddica, a n\u00edvel do direito privado, as \u00absociedades afiliadas ou subsidi\u00e1rias\u00bb. No entanto, no direito brasileiro, a designa\u00e7\u00e3o \u00abfilial\u00bb \u00e9 atribu\u00edda normalmente a entidades sem personalidade jur\u00eddica.<br>[3]&nbsp;Esta autonomia jur\u00eddica n\u00e3o \u00e9 afectada pela possibilidade de sociedades independentes serem tributadas segundo o regime dos grupos de sociedades, como n\u00e3o obsta a que pessoas singulares, juridicamente independentes, sejam tributadas unitariamente, como sucede, por exemplo, com os contribuintes casados, para efeitos de IRS.<br>[4]&nbsp;As sucursais financeiras exteriores, cujo estatuto \u00e9 regulado pelo DL n.\u00ba 10\/94, de 31 de Janeiro, n\u00e3o t\u00eam qualquer especialidade a n\u00edvel da sua personalidade jur\u00eddica ou tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, uma institui\u00e7\u00e3o financeira que disponha de uma sucursal financeira exterior que beneficie de isen\u00e7\u00e3o de IRC deve ser considerada como uma empresa que desenvolve, simultaneamente, actividades isentas e n\u00e3o isentas de IRC, para efeitos do n.\u00ba 10 do art. 63.\u00ba do CIRC (na redac\u00e7\u00e3o do DL n.\u00ba 159\/2009, de 13 de Julho, a que corresponde o n.\u00ba 10 do art. 58.\u00ba, na redac\u00e7\u00e3o do DL n.\u00ba 198\/2001, de 3 de Julho, e o n.\u00ba 3 do art. 57.\u00ba, na redac\u00e7\u00e3o inicial). Neste sentido, pode ver-se o ac\u00f3rd\u00e3o do STA de 14-11-2001, processo n.\u00ba 26362, CTF n.\u00ba 403, p\u00e1gina 381, e AD, n.\u00ba 493, p\u00e1gina 53.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo 4.\u00ba \u00a0Interven\u00e7\u00e3o das sucursais\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As sucursais, ag\u00eancias, filiais, delega\u00e7\u00f5es ou representa\u00e7\u00f5es podem intervir, no procedimento ou no processo judicial tribut\u00e1rio, mediante autoriza\u00e7\u00e3o expressa da administra\u00e7\u00e3o principal, quando o facto tribut\u00e1rio lhes respeitar. 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